Barragens de rejeitos: cuidados que a Samarco não adotou

Eis uma explicação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) bastante simples, eficaz e didática sobre barragens de rejeitos:

“Com a barragem instalada e o lago inundado, os métodos geofísicos denominados ‘sísmicos’ podem ser utilizados para o monitoramento do processo de acúmulo de sedimentos. Se aplicados sistemática e periodicamente, os produtos dos ensaios permitem mensurar a evolução do processo de acúmulo de sedimentos na bacia projetada da lagoa de decantação, assim como avaliar se o processo de enchimento da lagoa evolui conforme previsto no projeto original”.

Ou seja, medidas técnicas para concluir se a barragem chegou ao seu limite de capacidade não faltam – e podem FACILMENTE ser aplicadas desde o primeiro momento. Essas medidas podem até mesmo definir se é imprescindível ou não a construção de outra barragem.

É mais um ponto a ser verificado na já extensa lista de possíveis aspectos estruturais das barragens que a Samarco deveria ter observado.

Maurício Angelo

Jornalista investigativo especializado em mineração, Amazônia, Cerrado, conflitos socioambientais, povos indígenas, crise climática e direitos humanos.

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