Alguns cursos, eventos, palestras e webinars dados por mim, Maurício Angelo, fundador do Observatório da Mineração, além de reuniões importantes. Tenho treinado jornalistas dentro e fora do Brasil sobre os temas investigados pelo Observatório. Para propostas, entre em contato.

Garimpo – Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU)
Em agosto de 2025 fomos convidados para ministrar um módulo do curso “Garimpo e mineração ilegal: instrumentos de atuação e bases de dados“, ofertado para procuradores e servidores do Ministério Público (MPF, MP’s estaduais, MPT, MPM e outros) de todo o Brasil, no âmbito da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).
Falamos sobre “Plataformas e bancos de dados sobre sobreposições e autorizações” a partir dos 10 anos de experiência do Observatório da Mineração na cobertura e pesquisa do tema.

Professor Convidado – Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP)
Ministrei aulas como professor convidado para a Pós-Graduação em Jornalismo Investigativo do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).
O foco é em Mineração, Setor Extrativo e Socioambiental, a partir do meu trabalho no Observatório da Mineração, com exemplos práticos de reportagens, técnicas de investigação, bastidores, dados e estudos.
O Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) é um centro de excelência no ensino, pesquisa e extensão com sedes em Brasília e São Paulo. Criado há mais de 20 anos, é uma das instituições de ensino superior mais respeitadas do Brasil, contribuindo diretamente para as transformações sociais, políticas e econômicas do nosso país. Oferece excelência acadêmica em seus cursos de graduação, especialização, extensão, mestrado e doutorado.
Covering Indigenous Land Rights and Extractive Industry Impacts | Mongabay Webinars
Participei desse webinar internacional organizado pela Mongabay, parceira do Observatório, ao lado de Victoria Tauli-Corpuz, ex-relatora de direitos indígenas na ONU e o jornalista Tristan Ahtone, editor do Grist. Voltado especialmente a jornalistas. Em inglês.
International Center For Journalists (ICFJ) – Forum on Global Crisis Reporting
Como diretor do Observatório da Mineração, participei do Fórum de Reportagem Pamela Howard do International Center For Journalists (ICFJ) em parceria com o International Journalists’ Network (IJNet) no Webinar especial para falar sobre como cobrir mineração e temas socioambientais ao lado de Fernanda Wenzel.
Assista:

Curso “Corrupção e Crimes Ambientais: de Brasília até a Floresta”
Fui um dos palestrantes desse curso oferecido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Transparência Internacional e Konrad Adenauer e falei sobre “Cadeias produtivas, lobby e corrupção: o que descobrimos e como investigamos?”, baseado na minha experiência no Observatório da Mineração.

Workshop – Guyana – Pan American Development Foundation
Em 2021, ministrei dois workshops para jornalistas investigativos da Guiana com foco no setor extrativo a convite da Pan American Development Foundation (PADF) e estou disponível para desenvolver treinamentos específicos para jornalistas e pesquisadores em qualquer lugar do mundo. Entre em contato.

Webinar Series: Mineração e violação de direitos humanos: ensinamentos para o mundo pós Covid-19 – Universidade de São Paulo (USP)
Participei de um webinar do Grupo de Direitos Humanos e Empresas da Universidade de São Paulo (USP) para discutir as violações de direitos humanos de mineradoras durante a pandemia.
Publicamos diversas matérias sobre trabalhadores submetidos a condições precárias, mineradoras, violações de direitos, lobby e lucro. As matérias embasaram denúncia aceita pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

COP 30 – Minerais críticos e salvaguardas
A expansão dos minerais críticos – para quem? – e a transição energética que no momento é mais uma adição energética que necessita de robustas salvaguardas socioambientais, preservando áreas de comunidades tradicionais, não pode ser ignorada.
Esses foram alguns dos temas discutidos pelo Observatório da Mineração, a Coalizão Energia Limpa e convidados em painel organizado na Zona Verde da COP 30 em Belém.
O debate abordou o impacto do desmatamento induzido pela mineração no Brasil a partir da demanda de carros elétricos da União Europeia, quem são os investidores por trás das grandes mineradoras e quanto financiam, a justiça climática no Brasil e na América Latina a partir da experiência da Colômbia, a relação entre mineração e eletricidade para uma transição justa e o cenário geopolítico global.
O painel contou com o diretor do Observatório da Mineração, Maurício Angelo e Roberta Peixoto Ramos, da Rainforest Foundation da Noruega, Merel Van Der Mark, da Coalizão Florestas & Finanças, Santiago Rivera, da Fundação Heinrich Boll da Colômbia, Ricardo Baitelo do IEMA e Rárisson Sampaio do INESC. Na plateia, jornalistas, ambientalistas, advogados e ativistas fizeram perguntas e participaram do debate.
Em um momento em que governos, empresas e instituições multilaterais celebram metas de descarbonização e expansão das energias renováveis, uma pergunta surge: como fica a mineração, recurso importante para baterias em sistemas de energia como eólica e fotovoltaica?
“A transição energética precisa ser discutida a partir dos seus trade-offs [compensações], já que a gente sai de um momento em que as mudanças climáticas ficam muito em voga e os outros impactos ambientais começam a cair para segundo plano”, diz Ricardo Baitelo, gerente de projetos do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA).
Baitelo também citou que o Brasil está atrasado em relação a outros países latino-americanos nesse debate. “É necessário um número extremamente preocupante de minerais necessários para a transição. O Brasil abastece cadeias globais de minerais críticos e não apenas a demanda interna, o que cria uma situação bastante delicada”, diz.
“O modelo mineral é muito confortável para as empresas porque é baseado em exportações massivas, alta rentabilidade e inúmeros incentivos fiscais”, completa Maurício Angelo, diretor executivo do Observatório da Mineração. “Não haverá dinheiro para fazer tudo. O mundo tem investido mais na indústria militar e em data centers do que em renováveis”.
Enquanto o investimento total em energias renováveis atingiu US$ 807 bilhões em 2024, o mundo gastou US$ 2,7 trilhões em armas em 2024, de acordo com a ONU e os investimentos em data centers devem alcançar $580 bilhões este ano, segundo o recém-lançado World Energy Outlook da Agência Internacional de Energia. Somados, chegam a cerca de US$ 3,3 trilhões.
Segundo dados do Observatório da Mineração, em Facsheet sobre mineração, transição e Amazônia divulgado durante a COP, 93 milhões de hectares da Amazônia estão sob interesse do setor mineral, uma área equivalente à soma de Alemanha e França. E ele é categórico: “não existe mineração sustentável. É uma atividade finita que compromete direitos das gerações futuras e gera impactos irreversíveis”.
Em setembro, a coalizão Florestas & Finanças lançou um relatório mapeando os principais credores e investidores das maiores empresas de mineração ligadas aos chamados minerais de transição: foram identificados US$ 490 bilhões em crédito desde o Acordo de Paris, em 2015, e US$ 290 bilhões em investimentos até junho de 2025. 54% dos depósitos destes minerais incidem em terras indígenas e esse número chega a 70% quando consideradas outras populações tradicionais.
“A falta de critérios socioambientais no crédito e investimento permite a expansão da exploração mineral sem garantir salvaguardas, reforçando a necessidade de campanhas por políticas de exclusão e regulação financeira mais rigorosa”, diz Merel van der Mark, coordenadora da Florestas & Finanças.
Segundo pesquisa e relatório feito pela Rainforest Foundation Norway e parceiros, a produção de baterias é responsável por 70% do desmatamento causado por carros elétricos. A demanda por metais na UE atingirá o pico em 2030, chegando a 4,5 milhões de toneladas, à medida que o mercado se desloca para um uso crescente de veículos elétricos. A expansão da mineração relacionada a veículos elétricos pode resultar em 65.200 hectares de desmatamento até 2050. 70% do desmatamento causado por veículos elétricos depende do tipo de tecnologia de bateria utilizada. Baterias que utilizam cobalto, cobre e níquel estão associadas às maiores taxas de desmatamento.
“Mesmo com o desenvolvimento de baterias mais sustentáveis, o Brasil aparece como um dos principais países de origem desses recursos em todos os cenários analisados”, explica Roberta Ramos, assessora de questões socioambientais da Rainforest Foundation Norway.
Diante desse quadro, ela defende políticas como “zonas proibidas” para mineração e critérios rigorosos de consulta e consentimento prévio, além de maior pressão sobre investidores e empresas para garantir responsabilidade socioambiental em toda a cadeia dos minerais críticos.
“A transição energética é um grande lema que é utilizado para avançar e acelerar a implementação desses projetos com o mínimo de salvaguardas, com o mínimo de mecanismos de proteção para direitos e territórios”, diz Rárisson Sampaio, assessor político no Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).
Segundo Sampaio, o novo marco regulatório brasileiro tem favorecido uma expansão extrativista apoiada pelo Estado, inclusive com subsídios e flexibilizações regulatórias, sem garantir proteção ambiental ou distribuição justa dos benefícios: “É mais daquela lógica de um novo extrativismo”.
E este não é um problema exclusivo do Brasil. Na Colômbia, a mineração tradicional de carvão, ouro ou cobre frequentemente coincide geograficamente não só com os minerais, mas com populações tradicionais e originárias.
“Existe uma hierarquização de direitos. Empresas internacionais têm expandido sua atuação não para desativar minas poluentes, mas para redirecioná-las à exploração de minerais valorizados pela transição energética”, explica Santiago Aldana Rivera, coordenador do programa ecologia e sustentabilidade da Fundação Heinrich Böll Stiftung em Bogotá, na Colômbia.
“O que está acontecendo é que se está reconfigurando a um novo modelo de mineração, não é para a transição do país, mas para outra transição de outro país”, diz.
*Texto com reportagem de Juliana Faddul e edição de Ísis Diniz, da assessoria de comunicação do IEMA

Berlin Climate and Security Conference 2025
Convidado pela adelphi, think tank socioambiental e de desenvolvimento alemã, participei, como diretor do Observatório da Mineração, da sétima edição do evento “Berlin Climate and Security Conference”, realizado na última semana, na capital alemã, na sede do Ministério das Relações Exteriores.
Palestrei em duas sessões diferentes falando sobre a geopolítica de minerais críticos, o papel do Brasil na corrida pela expansão desses minerais no Sul Global e caminhos e possibilidades para não repetirmos os erros do passado e garantirmos uma transição energética que seja minimamente justa, respeite os direitos humanos e ajude a evitar o colapso climático do planeta, em linha com a missão deste Observatório.
A primeira sessão, intitulada “The geopolitics of the energy transition”, foi organizada pelo International Institute for Strategic Studies (IISS), um dos mais respeitados think tanks globais e contou, além de mim, com representantes do Ministério das Relações Exteriores da Noruega, do Stimson Center e da Munich Security Conference.

A segunda sessão, intitulada “Strategic minerals, strategic futures: Africa at the heart of shifting global security”, foi organizada pelo European Council on Foreign Relations (ECFR) e contou, além do Observatório da Mineração, com uma deputada federal de Angola, a embaixadora da Zâmbia na Alemanha, um representante da OCDE e outro da German Industry Association.
Participei ainda, no dia anterior ao evento principal, do workshop “Advancing Latin American and Caribbean Leadership: A solutions-focused exchange on climate change, environment and peacebuilding”, realizado na sede da Adelphi com diversos representantes da sociedade civil e da ONU e da recepção aos palestrantes do evento organizada na Embaixada da Austrália em Berlim.

Na abertura do evento, Géza Andreas von Geyr, secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores alemão e ex-representante da Alemanha na OTAN, afirmou que “como governos, temos que enfrentar todos os desafios mencionados – Clima, Conflito, Instabilidade – simultaneamente. Nesta realidade tão complexa do nosso mundo globalizado, temos que definir nossos interesses, definir nossas prioridades e elaborar políticas adequadas. É por isso que uma política climática proativa deve ser parte essencial de nossas soluções”.
A Berlin Climate and Security Conference reúne alguns dos principais políticos de diversos países, representantes da ONU, da sociedade civil, de think tanks, da academia e de outros setores para discutir temas relacionados à segurança, ao clima e à geopolítica.

Agradeço à Adelphi, ao IISS, ao ECFR e demais organizadores pelo convite e pelo debate franco sobre temas tão cruciais para o presente e futuro do planeta.

Seminário Minerais Críticos e Crise Climática – CMADS – Congresso Nacional
O Observatório da Mineração, em parceria com a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, organizou na última quinta-feira (11) um seminário em Brasília para debater o atual cenário de expansão dos minerais críticos e estratégicos no Brasil e os desafios diante da crise climática.
Reunimos representantes da sociedade civil, movimentos sociais, da academia, entidades de jornalismo e pesquisa, como este Observatório, do governo federal e dos municípios afetados pela mineração. A mesa discutiu desafios geopolíticos, econômicos e socioambientais da exploração de minerais críticos e estratégicos.
Esses minerais são considerados essenciais para a atual transição energética, que busca fontes menos poluentes. Diversos projetos de lei tratam do tema, entre eles o PL 2780/24, que poderá ser votado diretamente pelo Plenário se for aprovado requerimento de urgência.
Uma resolução do Ministério do Meio Ambiente lista 22 minerais estratégicos para o Brasil, que é líder nas reservas de nióbio e está entre os principais detentores de vanádio, grafita, silício/quartzo, alumínio/bauxita, lítio, manganês e níquel. O país ainda tem a décima maior reserva de terras raras no mundo.
Participantes do debate criticaram as estratégias do governo e algumas das propostas em análise na Câmara. Para o Diretor Executivo do Observatório da Mineração, Maurício Angelo, o tema avança sem o devido diálogo com agentes não governamentais.
Segundo ele, nem todos os 22 minerais listados são essenciais para a transição energética e usos militares – como na produção de caças, drones e radares. Por isso, avalia, muitos países, em vez de investirem em descarbonização da economia, têm direcionado os investimentos em minerais estratégicos para as áreas de defesa.
Maurício Angelo apresentou aos deputados as publicações “Riscos Climáticos Cumulativos para Minerais de Transição no Brasil” e “Mining and Money: financial faultlines in the energy transition”, publicados este ano pelo Observatório em parceria com outras instituições e fez recomendações.
“Não é razoável que isso fique concentrado entre um ministério e uma pequena parte do Congresso, sem participação da sociedade. A crise climática precisa ser considerada e não tem nada lá sobre isso”, criticou.

Seminário Regional sobre Direitos Humanos e Empresas: Avanços e desafios para a América Latina
O Seminário Regional sobre Direitos Humanos e Empresas: avanços e desafios para a América Latina, realizado nos dias 9 e 10 de setembro de 2025, em Brasília-DF, foi uma iniciativa co-organizada pelo Homa – Centro de Direitos Humanos e Empresas, Instituto Lavoro, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Amigas da Terra Brasil, Justiça Global, Fundação Friedrich Ebert (FES Brasil), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), com financiamento da Global Initiative for Corporate Accountability (GICA).

O encontro reuniu lideranças comunitárias, parlamentares, pesquisadores e organizações da sociedade civil da América Latina para discutir o papel das empresas na garantia e na violação de direitos humanos, estratégias de prevenção e reparação, e mecanismos de monitoramento. A programação incluiu mesas de debate, painéis temáticos e, no segundo dia, uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a importância da negociação do PL 572/2022 no contexto da COP 30.


Territórios em risco – Congresso Nacional – Brasília
A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas realizou o seminário “Territórios em Risco” para debater os impactos da mineração em terras indígenas, a correlação com a Lei 14.701/2023 (Marco Temporal) e os desdobramentos da mesa de conciliação no STF no auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados.
O encontro reuniu lideranças indígenas afetadas, jornalistas, e comunicadores(as), com foco em ampliar a visibilidade das ameaças aos direitos dos povos indígenas e fortalecer o debate público sobre a pauta.
O Diretor Executivo do Observatório da Mineração, Maurício Angelo, foi um dos palestrantes.
Confira trechos da sua fala:

Lithium Week – Berlim – Alemanha
A convite da Fundação Heinrich Böll e da Brot für die Welt, instituições alemãs que são destaque nas discussões sobre transição energética e minerais críticos, eu participei, como diretor executivo do Observatório da Mineração, do evento “Lithium Week” organizado na primeira quinzena de maio em Berlim.
O workshop reuniu organizações da América Latina, Europa e África para debater o contexto do lítio em cada região a partir da perspectiva dos direitos humanos e do meio ambiente, trocar experiências e pensar caminhos e alternativas.
Participaram, além do Observatório e das duas instituições já citadas, a CEDIB (Bolívia), Center For Environment (Bósnia e Herzegovina), ClientEarth (Alemanha), CNRG (Zimbábue), CPE (Sérvia), Engenera (México), FARN (Argentina), FIDH (França), FIMA (Chile), Polecol (Sérvia), RERI (Sérvia) e SOMO (Holanda).
Levei para os quatro dias do encontro, incluindo reuniões privadas e um evento público com a participação de pesquisadores, políticos, ativistas e estudantes, a realidade sobre a expansão do lítio no Brasil, que está concentrado no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais.
Detalhei como as empresas que exploram lítio em Minas Gerais tem tentado se apresentar como empreendimentos “verdes” e “sustentáveis” quando na verdade consomem grande quantidade de recursos como água em uma região de histórica escassez hídrica, produzem montanhas de rejeitos e, de acordo com os relatos de lideranças locais, indígenas, quilombolas e pesquisadores, são responsáveis por diversos impactos socioambientais, inflação em alta e sobrecarga no sistema de saúde das cidades.
Destaquei as matérias que produzimos desde 2023 sobre o lítio no Vale do Jequitinhonha, a nota técnica que acabamos de publicar sobre o “PL do Lítio Verde” aprovado na Câmara que agora está sob análise do Senado e o também recém-publicado relatório “Riscos Climáticos Cumulativos Para Minerais de Transição no Brasil”, além da perseguição judicial que estamos sofrendo por parte da Sigma Lithium.
Ao longo de toda a semana de debates tivemos a oportunidade de conhecer de maneira aprofundada o contexto da extração de lítio e de minerais críticos de cada país presente e da União Europeia, discutimos leis, cadeias de valor, sistemas de certificação, estudos e possibilidades de incidência e colaboração.

World Press Freedom Day 2024 – UNESCO – Santiago/Chile
Estive, como diretor do Observatório da Mineração, no evento World Press Freedom Day, organizado pela UNESCO este ano em Santiago no Chile. A comemoração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa teve como tema o jornalismo diante da crise ambiental.
Moderei um painel sobre mineração de carvão e minerais críticos, escassez hídrica e ataques aos jornalistas no Brasil, na América Latina e na Rússia.
Organizada pelo Journalism Fund Europe e a Justice for Journalists, conduzi a mesa que contou com o jornalista colombiano Omar Vera, do El Turbión, responsável por uma série de matérias investigativas sobre os impactos da mineração de carvão da trader suíça Glencore na Colômbia e Paloma Dupont, jornalista franco-chilena que realizou matérias especiais sobre a morte de três ambientalistas que defendiam o direito à água em três países diferentes, incluindo o Brasil.

V Encontro Nacional dos Municípios Mineradores – Belo Horizonte/MG
Um dos eventos mais importantes da agenda da mineração brasileira, organizado pela Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG). O congresso, realizado no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), reuniu prefeitos, secretários e gestores municipais, técnicos das prefeituras, representantes do setor da mineração, da sociedade civil e agentes governamentais de todo o país, para debater o futuro da mineração no país e soluções para garantir uma Agência Nacional de Mineração (ANM) forte, independente e respeitada.
Fiz uma palestra sobre “ESG e a relação com a governança municipal”, destacando as fragilidades dos compromissos sociais, ambientais e de governança feitos por mineradoras, a necessidade de cobrar o cumprimento das metas assumidas pela indústria e o papel central dos municípios em pressionar para que essa agenda seja de fato colocada em prática.
Além de mim e dos representantes da AMIG, o V Encontro Nacional dos Municípios Mineradores contou com a presença do diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Trivellato Seabra Filho; o superintendente de Arrecadação e Fiscalização de Receitas da ANM, Daniel Pollack; o presidente do Instituto Justiça Fiscal, Dão Real; o superintendente de Projetos Prioritários da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável -Semad/MG, Rodrigo Ribas; Rogério Palhares Zschaber e Junia Maria Ferrari do Departamento de Urbanismo da UFMG).

Extrativismos, tecnopolíticas e lutas decoloniais (Lavits e UNIFESP)
Evento organizado pelo Lavits (Rede latino-americana de estudos sobre vigilância, tecnologia e sociedade) e do Instituto de Estudos Avançados e Convergentes (IEAC) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que realizaram o primeiro encontro do Ciclo “Extrativismo, tecnopolíticas e lutas decoloniais”.
Debatemos o modelo mineral neoextrativista brasileiro com boas trocas sobre a distopia em que vivemos, tornada muito real pelo negacionismo mineral que insiste em negar os fatos e a história em prol de soluções que nunca se concretizam e promessas de “desenvolvimento” que jamais entregam as supostas benesses especuladas, mas, ao contrário, deixam enormes passivos socioambientais e inúmeras violações de direitos.

Reunião com eurodeputados em Brasília
Maurício Angelo em reunião com as eurodeputadas Anna Cavazzini, Kathrin Henneberger e comitiva europeia junto com IPAM, Observatório do Clima, Instituto Socioambiental e Jovens pelo Clima. Discutimos questões como minerais críticos, direitos humanos, direitos indígenas e desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

Seminário Internacional do Sindifisco Pará: Justiça Fiscal, Desigualdade e Desenvolvimento
Fui um dos palestrantes convidados deste Seminário Internacional do Sindifisco Pará realizado em dezembro de 2021. Falei sobre “Perspectiva para o Brasil e para a Amazônia avançarem no seu processo de desenvolvimento e o papel da tributação mineral”.

I Encuentro Latinoamericano de Periodismo para Investigar la Corrupción
Participei do I Encuentro Latinoamericano de Periodismo para Investigar la Corrupción, desde diversas miradas’, organizado pelo Convoca, site investigativo do Peru e a Escuela de Investigación Periodística y de Datos, para falar sobre “Conflitos de Interesse e Impacto Social nas Indústrias Extrativas” e o meu trabalho no Observatório da Mineração ao lado de colegas do Peru e da Venezuela. Leia a cobertura publicada no Observatório e assista a apresentação.

11th Global Investigative Journalism Conference
Apresentei o projeto do Observatório como palestrante convidado em dois painéis na mais recente (2019) conferência mundial de jornalismo investigativo, realizada na Alemanha pela Global Investigative Journalism Network.
No primeiro painel, “Digging into the Extractives Industry“, falei ao lado de colegas do Natural Resource Governance Institute, que lançou um novo guia para que jornalistas interessados em cobrir mineração e extrativismo possam se basear.
Participaram também Milagros Salazar, fundadora do site Convoca, do Peru, Khadija Sharife, investigadora da OCCRP na África do Sul, Stephen Nartey, de Gana e a moderadora Anya Schiffrin, dos Estados Unidos, uma das autoras desse material da GIJN. Essa notícia também apresenta algumas das fontes citadas e as dicas que compartilhamos.
No segundo, “Investigating Disasters“, falei ao lado de colegas de Porto Rico, Nepal e Moçambique sobre como o Brasil consegue criar seus próprios desastres e o quê os casos de Mariana e Brumadinho representam. Leia mais detalhes sobre a participação no evento.

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) – Banca Examinadora
Participei como avaliador convidado da Banca Examinadora do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) “Cadê o meu lugar?”: a chegada da Zona da Mata Mineração em Teixeiras, Minas Gerais”, de Rafael Campos e Taynara Ferreira. A banca foi composta por mim, Maurício Angelo, editor do Observatório, Adriana Bravin, professora da Universidade Federal de Ouro Preto e Thiago Silva.

Homa – Centro de Direitos Humanos e Empresas – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Fui convidado a participar, como editor do Observatório da Mineração, do debate sobre a criação de uma Lei Marco em Direitos Humanos e Empresas, ideia encampada pelo Homa da UFJF e diversas entidades representativas da academia, do terceiro setor e de movimentos sociais. A ideia é que essa lei seja construída a partir de um debate amplo com a sociedade.
Em março de 2022, esses debates serviram de base para o Projeto de Lei 572/2022, que obriga empresas a respeitarem os Direitos Humanos no Brasil.

Fraturas Extrativistas na América Latina
Participei da mesa de encerramento desse grande ciclo de debates com pesquisadores e participantes de toda a América Latina. Debate disponível no YouTube.

Universidade Federal de Goiás (UFG) – Retrata Fórum Visual
Convidado pela UFG, falei sobre o trabalho no Observatório da Mineração na cobertura do desastre de Mariana, em evento que contou também com a presença do fotógrafo Leandro Couri, do Estado de Minas.